Tratamento do TDAH no Adulto

O que é TDAH  –  TDAH no AdultoCausas do TDAH Sintomas do TDAH no adultoTratamento do TDAH no adulto

NOTÍCIAS : Pesquisa sobre tratamento do TDAH no adulto na UNIFESP

Tratamento do TDAH no adulto

O tratamento do TDAH começa com o diagnóstico correto feito por um médico. Existem boas opções de tratamento do TDAH no adulto. As mesmas medicações usadas na criança podem ser usadas no adulto. O tratamento medicamentoso deve ser reservado para os casos nos quais aconteça algum prejuízo, alguma dificuldade na vida do paciente. Considerando que o TDAH pode estar associado a probelmas diversos como quadros depressivos, ansiedade, problemas com álcool e drogas, estas condições devem sertratadas também.

MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS

Várias linhas de psicoterapia podem ser indicadas. No caso de adultos casados, com freqüência algumas intervenções necessitam ser realizadas com o cônjuge. No caso de crianças e adolescentes, há programas de orientação e treinamento para pais e professores. Existem propostas muito interessantes de reestruturação do ambiente escolar e doméstico para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Existem também várias recomendações que podem ser fornecidas ao paciente, de acordo com cada caso em particular, que amenizam suas dificuldades no dia-a-dia (tais como esquecimentos, uso de agenda, foco em uma tarefa, etc). Associação de técnicas Cognitivo Comportamentaiscom tratamento medicamentoso tem eficácia comprovada.

TRATAMENTO COM REMÉDIO

Existem muitos profissionais que prestam um GRANDE DESSERVIÇO à comunidade quando afirmam em meios de comunicação que os medicamentos “entorpecem” os pacientes, os tornam “robotizados”, “zumbis” e que este é um meio artificial de controle da doença. Geralmente são profissionais que não podem receitar medicamentos, é claro. Estão desinformados e provavelmente nunca acompanharam de perto um número suficiente de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade antes e depois do tratamento farmacológico para observar a enorme diferença na vida destes indivíduos.

Vários remédios podem ser prescritos no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, havendo evidências mais sólidas de eficácia com os psicoestimulantes  Metilfenidato (Ritalina ou Concerta),  Pemoline (Cylert), e as Anfetaminas (Dexedrine, Adderall) não são disponíveisno Brasil. Em alguns casos o modafinil (Stavigile) pode ser usado.

Os Psicoestimulantes são a primeira escolha no tratamento de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade segundo o NIH – National Institute of Health, dos EUA. Existem mais de 170 estudos clínicos, com mais de 6.000 pacientes avaliadas, sendo que 70% respondem com um único estimulante (o que é considerado muito bom). Os psicoestimulantes melhoram não apenas os sintomas típicos de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (desatenção, impulsividade e hiperatividade), como também aqueles de condições coexistentes (especialmente ansiedade e depressão) além das explosões de raiva e comportamento intempestivo.

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos colaterais com o uso de psicoestimulantes ocorrem em apenas cerca de 4% dos pacientes e são: insônia, diminuição do apetite, dores de estômago e cabeça e vertigem. Algumas crianças desenvolvem tiques quando iniciam o uso de estimulantes, mas não se sabe se a medicação causa os tiques ou se ela simplesmente revela uma condição pré-existente (crianças que têm Doença de Tourrette, caracterizada por múltiplos tiques, por exemplo). Existia uma crença de que o uso de estimulantes retardaria o crescimento de crianças e por isso se recomendava os “feriados” (alguns dias ou o final de semana) ou “férias” (meses) terapêuticas. Recentemente estudos mostram que isto NÃO ACONTECE!

OUTROS REMÉDIOS

Antidepressivos podem diminuir a agressividade, melhorando também os sintomas de ansiedade e depressão freqüentemente observados em portadores de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Clonidina (Atensina), um medicamento para tratamento de hipertensão arterial, parece estar associada a resposta favorável em bom número de casos. Neurolépticos, remédios que atuam na dopamina podem ser usados, quando os estimulantes promovem aumento do comportamento motor ou quando existe déficit cognitivo associado (retardo mental).

ATENÇÃO, NÃO SE AUTOMEDIQUE! Consulte um médico para fazer o seu diagnóstico e iniciar o melhor tratamento.

Para marcar consulta com o Dr Mario Peres, médico neurologista ligue para 11 32855726 ou 37473309 (hospital Albert Einstein)

Publicado em agosto 5, 2009, em Tratamento do TDAH no adulto e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 9 Comentários.

  1. Dr. Mario

    Achei muito bacana o site, os links bem direcionados e as páginas bem diagramadas.

    Grande Abraco

    Ricardo
    Janssen-Cilag

  2. estou muito preocupada pois acho que minha filha possui os sintomas de TDAH. Agora ela passou num concurso e esto muito apreensiva qto ao trabalho dela.

    Grata, dr.Mário.

  3. Prezado Dr. Mário.
    Acredito ser portador de TDA, pois desde criança apresento os sintomas, porém na época nao se falava no assunto.

    Moro hoje em Feira de Santana-BA e gostaria de uma indicação de profissional especializado neste disturbio na região ou em Salvado-BA.

    Tenho passado por muitos problemas pois minha mente “não para”.

    Por favor, preciso de sua ajuda.

    Sds.
    Marcos

  4. ricardo zocatelli

    Gostei muito do site , e gostaria de marcar uma consulta com o dr. moro em Belém do Para mas vou a são paulo d vez enquanto , eu só gostaria de saber duas coisas , ritalina da queda de cabelo , e eu vejo que leioalguma coisa entendo , mas logo depois esqueço que fazer.
    abraço

  5. Dr. Mario

    Boa noite Dr. Mario, gostei muito do seu site muito bem elaborado e distribuído, está de parabéns, entendi muito bem , apesar de ser leiga.

    Feliz Ano Novo Que nesse ano possamos sonhar, E acreditar, de coração, que podemos realizar cada um de nossos sonhos, Que esses sonhos possam ser compartilhados pelo bem, E que eles tenham força de transformar velhos inimigos em novos amigos verdadeiros, Que nesse ano possamos abraçar, E repartir calor e carinho, Que isso não seja um ato de um momento, Mas a história de uma vida.
    Gostaria de saber como tratar aqui no RJ de meu filho com 39 anos já diagnosticado desde criança com esse transtorno, contudo, atualmente envolvido com drogas.

    Abraços

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